5ª Conferência Nacional das Mulheres: CUT defenderá democracia e igualdade de gênero

Publicado em 24/09/2025 10:28

Após quase dez anos, a Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres retorna, reforçando o compromisso com a democracia participativa e a construção coletiva de políticas públicas. A 5ª CNPM será realizada de 29 de setembro a 1º de outubro de 2025, em Brasília, sob coordenação do Ministério das Mulheres e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM).

O encontro reunirá cerca de 4 mil mulheres de todas as regiões do país, com debates, painéis temáticos, exposições artísticas, apresentações culturais, feiras e a Mostra de Economia Solidária e Criativa, consolidando propostas construídas nas etapas preparatórias municipais, regionais, distrital, estaduais e livres.

Representando o Sindicato dos Bancários de Campos estará presente a Diretora da Mulher Trabalhadora da Federa-RJ, Lorenna Pansini. “A expectativa para este evento é grande, já que o último encontro foi há quase 10 anos. Trabalhamos muito nas etapas preparatórias para elegermos o maior número de delegadas possível. É fundamental que o campo progressista ocupe este espaço e consiga aprovar propostas que realmente podem melhorar a vida das mulheres”, afirma Lorenna.

Com o tema “Sindicalismo Feminista em Defesa da Democracia”, a conferência da Central elegeu delegadas para representar as prioridades das mulheres trabalhadoras.

“Nós, mulheres da CUT, vamos para essa conferência articuladas para discutir ações que promovem a igualdade de gênero, o combate à violência, a autonomia econômica, os direitos reprodutivos e a maior participação política”, afirma a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino.

Além desses temas, também farão parte dos debates como prioridade para a CUT o fortalecimento do Plano Nacional de Cuidados e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o fim da escala 6×1.

Sobre a Conferência

Com o tema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”, o encontro amplia o diálogo entre sociedade civil, movimentos sociais e governos para fortalecer políticas públicas para as mulheres.

A mobilização incluiu etapas preparatórias em todo o país: conferências livres (28 de abril a 15 de agosto), municipais e regionais (até 28 de julho) e estaduais e distrital (até 31 de agosto). Esses debates reúnem mulheres em sua diversidade para construir diagnósticos locais e propostas nacionais.

A ministra Márcia Lopes convocou a participação ampla para garantir “um país igual onde os direitos das mulheres sejam de fato cumpridos”. O evento retoma a agenda interrompida em 2016, quando, meses após a 4ª conferência, a presidenta Dilma Rousseff sofreu um impeachment sem crime, considerado um golpe que provocou retrocessos e retiradas de direitos, sobretudo para as mulheres.