Sindicato participa do Dia Nacional de Luta no Banco do Brasil

Publicado em 22/10/2025 10:56

Sindicatos de todo o país realizaram nesta quarta (22) o Dia Nacional de Luta no Banco do Brasil. Nos últimos meses, a alta direção do banco tem dado sinais preocupantes sobre o rumo da instituição. A gestão parece ter adotado uma lógica de mercado que transforma o ambiente de trabalho em um espaço de cobrança incessante, com metas inalcançáveis e práticas que adoecem o funcionalismo.

O corte de vagas de seis horas e a substituição por cargos de oito, sem diálogo com a representação sindical, é mais um reflexo dessa política de pressão e sobrecarga. Ao ampliar jornadas e reduzir direitos, o banco desrespeita sua própria história e os trabalhadores que sustentam os 217 anos da instituição.

A Comissão de Empresa do Banco do Brasil (CEBB) cobrou, em reunião realizada no dia 6 de outubro, a suspensão imediata do processo de reestruturação em andamento e criticou a ampliação da jornada para oito horas em diversas funções estratégicas.

Outro ponto de atenção dos sindicatos foi o anúncio de mais uma medida arbitrária do Banco do Brasil e que causou indignação entre os bancários: a suspensão do pagamento de substituições nos meses de novembro e dezembro, para todos os funcionários do banco. A decisão desrespeita o esforço diário dos trabalhadores e mostra o descaso da direção com quem mantém o atendimento e as metas da instituição.

Cassi

As transformações recentes no Banco do Brasil impactaram diretamente a Cassi. O processo de reestruturação, principalmente o Performa, acarretaram redução de salários e diminuíram significativamente a entrada de recursos no plano, que é sustentado pelo princípio da solidariedade. O desafio agora é garantir a sustentabilidade sem comprometer o atendimento.

A Comissão reforça que o Banco do Brasil vem aprofundando a precarização das relações de trabalho, enquanto lucra bilhões. O corte de direitos e o aumento de metas desumanas caminham na contramão da valorização profissional. A mobilização da categoria será fundamental para barrar esses retrocessos e exigir respeito e diálogo.