Publicado em 04/11/2025 11:38

O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região participou, nesta terça (4), do Dia Nacional de Luta do Santander. Diretores sindicais visitaram as agências do município de Campos para conversar e distribuir material informativo.
De 2019 a 2023 a categoria bancária perdeu 27 mil postos de trabalho no Brasil, segundo dados da RAIS. Ao contrário dessa tendência nacional, o Grupo Santander aparenta ter ampliado seu quadro funcional, saindo de 47,8 mil empregados em 2019 para 55,6 mil em 2023. Mas o que parece ser uma boa notícia, na prática esconde uma tragédia perversa do banco: a substituição de bancários por trabalhadores contratados em empresas coligadas e controladas pela holding Santander, com direitos inferiores e fora da convenção coletiva da categoria bancária.
Desta forma o banco está terceirizando sua própria força de trabalho. Hoje, estima-se que 54% dos empregados estejam no banco e 46% nas demais empresas da holding. O impacto disso é gigantesco: além de fragilizar nossa organização sindical, a estratégia compromete salários, PLR, benefícios, direitos e condições de trabalho, pilares da luta histórica da categoria.
O Santander promove uma desvalorização sistemática da categoria enquanto os funcionários impulsionam o lucro do banco, que no ano de 2024 lucrou R$ 13,8 bilhões, com crescimento de 47,8%. Mas esse lucro não fica no país. Mais de 90% das ações do Santander Brasil estão nas mãos de grupos internacionais. Ou seja, o dinheiro que deveria gerar empregos e investimentos aqui, vai embora em forma de remessa de lucros.



