Violência no Itaú acende alerta sobre segurança

Publicado em 28/11/2025 09:47

A quarta-feira (26) foi marcada por momentos de tensão e sensação de vulnerabilidade na agência do Itaú de Goytacazes. Sem a presença de vigilantes, uma prática cada vez mais recorrente nas agências bancárias, a unidade se tornou palco de um episódio de violência que escancarou a fragilidade do ambiente de trabalho atual.

Segundo testemunhas, uma cliente em surto promoveu um verdadeiro quebra-quebra dentro da agência, gritando, empurrando cadeiras e arremessando móveis. Funcionários e clientes, sem qualquer suporte presencial de segurança, buscaram agir com os recursos que tinham.

A bancária do Itaú e diretora sindical Érica Maciel explicou que, diante do tumulto, os funcionários acionaram imediatamente os alarmes que conectam a agência ao centro de segurança do banco. “O procedimento seguido foi acionar os alarmes do centro de segurança para que a polícia fosse acionada, mas quando a viatura chegou, a cliente já havia ido embora”, relatou.

Para funcionários e clientes que estavam no local, ficou a sensação de insegurança e desamparo.

Simone Alves Dias, gerente de relações sindicais do banco Itaú, em sua resposta ao questionamento do sindicato, informou que, neste caso, a vigilância não seria relevante. “Neste caso, a gente vê que não seria uma questão de atuação da vigilância, porque ele não poderia conter a cliente nem segurá-la para evitar o surto”.

O presidente do sindicato Rafanele Alves Pereira alerta que a ausência de portas giratórias (como ocorre hoje em várias agências) somada a ausência de vigilantes, coloca todos em risco. “Imagina se um cliente está armado em um momento de surto como esse?”, questiona o presidente.

Este não é o primeiro episódio de violência dentro das agências bancárias e a redução do atendimento presencial não pode ser usada como justificativa para negligenciar a segurança de funcionários e clientes. Enquanto os bancos reduzem gastos mesmo com altos lucros, todos ficam vulneráveis e o risco só aumenta. Além disso, em um cenário de aumento de doenças relacionadas à saúde mental, situações como essa escancaram a tensão do ambiente de trabalho bancário.