Publicado em 10/02/2026 09:40

O banco Santander fechou, na última sexta (6), a agência que funcionava na região da Pelinca, transferindo funcionários e contas de clientes para a agência localizada no Centro da cidade.
Em julho do ano passado o banco também fechou a única agência que existia no município de São João da Barra.
A prática de fechamento de agências e postos de trabalho tem sido recorrente. O banco, que tem tido resultados expressivos e apresentou lucro de R$ 15,6 bilhões no ano passado, segue reduzindo sua estrutura operacional. Na rede física, o banco fechou 579 pontos de atendimento, incluindo lojas e PABs. Segundo dados do Banco Central, o número de agências físicas caiu de 2.430 em dezembro de 2024 para 1.694 em dezembro de 2025, uma redução de 735 unidades.
Em doze meses, a holding Santander encerrou em 2025 quase 6 mil postos de trabalho, sendo mais de 2 mil apenas no último trimestre. Além disso, 1,6 mil trabalhadores foram transferidos para a SSD, empresa do grupo, como parte da estratégia de reorganização interna.
Para Jonas de Souza, diretor sindical do banco Santander, a decisão do banco prejudica funcionários e clientes. “O fechamento de uma das agências do Santander na cidade gera impactos significativos tanto para os funcionários quanto para os clientes. Para os trabalhadores, a decisão traz insegurança, possíveis remanejamentos ou até perda de empregos, afetando diretamente a estabilidade financeira e emocional de muitas famílias. Já para os clientes, a ausência da agência reduz o acesso ao atendimento presencial, dificultando a resolução de demandas, especialmente para idosos e pessoas que não têm familiaridade com canais digitais”, ressaltou.