Publicado em 06/03/2026 09:11

O dia 8 de março foi escolhido para celebrar o Dia Internacional da Mulher. A data existe como resultado de luta das mulheres trabalhadoras por meio de manifestações, greves e outros movimentos fundamentais ao longo dos anos.
O dia teve origem no movimento operário, que plantou suas sementes no ano de 1908, quando mulheres marcharam pela cidade de Nova York exigindo a redução das jornadas de trabalho, salários melhores e direito ao voto.
Hoje, 118 anos depois, ainda vemos que a luta das mulheres continua pela redução das múltiplas jornadas, por igualdade de salários, de oportunidades e por um direito básico, o de viver.
O Relatório Global de Desigualdade de Gênero de 2025 do Fórum Econômico Mundial (WEF) aponta que o mundo levará 123 anos para atingir a paridade total. A Islândia lidera (há mais de uma década), seguida por países nórdicos. O Brasil aparece com 72% de paridade em 2025, ocupando a 72ª posição entre nações analisadas, uma melhora em relação ao ano anterior, em que ocupava o 117º lugar.
O relatório destaca ainda que a desigualdade de gênero prejudica o crescimento econômico e a produtividade, sendo necessário acelerar ações para a igualdade no trabalho.
Além das dificuldades de paridade no ambiente de trabalho, as mulheres enfrentam todos os dias, diferentes violências que ameaçam o seu direito à vida. Violências física, sexual, psicológica, moral e patrimonial afetam a dignidade das mulheres e o bem-estar de toda a sociedade. Enfrentá-las deve ser um compromisso da sociedade para garantir que todas tenham direitos essenciais.
A data é um momento para repensar a construção de uma sociedade mais justa, digna, humana e mostrar que as mulheres ainda não conquistaram um direito básico: o direito à vida.
AINDA TEMOS MUITO O QUE CONQUISTAR!