6ª Conferência Estadual aprova propostas que serão levadas ao Encontro Nacional

Publicado em 25/05/2026 08:51

A 6ª Conferência Estadual da Federa-RJ foi realizada nos dias 22 e 23 de maio, na cidade do Rio de Janeiro. A abertura ocorreu na sexta (22) e contou com a presença da presidenta da Federa-RJ Adriana Nalesso e dos presidentes dos sindicatos filiados.

No sábado (23) foram realizadas palestras e debates com a categoria. Uma comitiva saiu de Campos com cerca de 30 diretores sindicais.

Pela manhã, a mesa 1 abordou o tema “Eleições de outubro: análise de conjuntura e disputa de projetos” com a participação do professor João Cezar de Castro Rocha. O professor ressaltou que se em 2022 foi fundamental defender a democracia, nesta eleição de 2026 o mote deve ser a defesa da soberania.

João Cezar avaliou ainda o crescimento do país no governo Lula 3, as estratégias de comunicação desses números positivos e fez uma análise sobre o avanço da extrema direita, que segundo ele, não vai recuar.

A diretora sindical da base de Campos, Lorenna Pansini também participou da mesa.

A Mesa 2 “Saúde da categoria bancária” contou com o professor de psicologia da UFF Fernando Faleiros, Mauro Salles, bancário do Santander e Diretor Executivo da Secretaria de Saúde da Contraf-CUT, Rafanele Pereira, presidente do Sindicato de Campos, além de outros diretores sindicais.

Rafanele reforçou durante a abertura a importância de propostas para a saúde na Campanha Nacional, considerando um dos pontos mais relevantes na atualidade para a categoria bancária, citando ainda que o alto número de fechamento de agências e encerramento de postos de trabalho têm afetado os que ficam.

Fernando apresentou números e demonstrou que na prática, o que o mundo corporativo vende como flexibilidade, autonomia e meritocracia para o trabalhador, na realidade se apresenta em acúmulo de função, ausência de horários fixos, sobrecarga, metas inatingíveis, vigilância constante e ameaça de demissão.

Fernando afirma que o próprio modelo de trabalho é o vetor do adoecimento. “O adoecimento não é uma falha do indivíduo. É o subproduto intencional do sistema.”

Mauro Salles alertou que os bancos não estão cumprindo normas regulamentadoras para adequar o ambiente de trabalho às características físicas e psicológicas dos trabalhadores e normas de prevenção. O secretário de saúde apresentou ainda pontos principais que devem ser debatidos com os bancos na negociação como mudança de metas, limites à pressão, acolhimento sem perdas, participação sindical efetiva, entre outros.

Na parte da tarde, a última mesa do dia abordou o tema “Transformações no Sistema Financeiro Nacional é Desregulamentação na Esfera do Emprego” com Millena Alves, economista e técnica do Dieese.

Millena mostrou que houve uma redução de mais de 68 mil vínculos na categoria bancária entre 2016 e 2025. Ao mesmo tempo, houve crescimento do emprego no ramo financeiro de 23% durante o mesmo período. Ou seja, há o crescimento de uma categoria que trabalha com as mesmas funções dos bancários, mas que não tem os mesmos direitos e nem a representatividade dos sindicatos.

Em seguida, foram debatidas e aprovadas propostas que serão levadas à Conferência Nacional pelas delegadas e delegados eleitos.