Sindicato realiza manifestação em mais um dia de greve da Caixa

Publicado em 16/09/2026 12:08

O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região realizou, na manhã desta quarta-feira (16), um ato de repúdio contra a direção da Caixa Econômica Federal e, principalmente, contra o atual presidente do banco, Carlos Antônio Vieira Fernandes.

A manifestação ocorre em mais um dia da greve aprovada em assembleias pelas funcionárias e funcionários da Caixa, em um momento de paralisação das atividades nas agências de todos os municípios da base (Campos, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, Itaocara, São Fidélis e Italva), assim como em quase todo o país.

O funcionário da Caixa André Lacerda, reforçou que o momento é de greve histórica. “É uma greve histórica, estou vendo aqui desde técnicos bancários, assistentes, gerentes, pessoal das áreas meio, da matriz… E a gente está aqui, não apenas para defender o plano de saúde, como também defender a Caixa. Porque defender os trabalhadores da Caixa é defender a Caixa.”

André relembrou que os trabalhadores já passaram por gestões desastrosas como a do ex-presidente Pedro Guimarães – que virou réu por assédio moral e sexual – indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e defendeu o banco público. “Os trabalhadores dessa empresa sobreviveram a gestões muito piores do que a que vemos hoje. Não vai ser por conta do Carlos Vieira ou de quem tiver lá em cima, que a Caixa vai deixar de ser pública, que a Caixa vai deixar de ser dos trabalhadores… Importante revisitar a história para entender o papel da Caixa como banco público, como banco feito e gerido pelos trabalhadores.”

Sobre o Saúde Caixa, André pontuou que o lucro do banco deve ser suficiente para honrar o déficit. “A Caixa como banco público deu R$ 3,9 bilhões de lucro no último trimestre. A empresa não pode falar que não tem dinheiro para honrar o déficit do Saúde Caixa e bancar o plano de saúde dos trabalhadores. A gente quer a derrubada do teto, quer que a Caixa honre com os 70% do custeio do plano de saúde”, finalizou.

O presidente do sindicato Rafanele Pereira reforçou a importância da união da categoria. “Estamos todos aqui, reunidos hoje, juntos, porque os funcionários da Caixa entenderam que a força vem deles. Não tem piqueteiro hoje na porta de todas as agências porque os funcionários da Caixa aderiram ao movimento da greve e estão dispostos a lutar. E nós, do sindicato, estamos juntos nessa luta com vocês, porque nós só temos força juntos.”

Lilian Ruis, também funcionária da Caixa, relembrou que o pacto intergeracional não permite a cobrança por faixa etária e cobrou mudanças. “A Caixa quer sugar tudo de você enquanto você é jovem, comer a carne e jogar os ossos fora. Não tem como aceitar essa proposta. Eles querem tirar o nosso tratamento de uma doença que o próprio banco causa na gente. A gente adoece por causa do banco.”, finalizou.

O deputado federal Reimont (PT-RJ) e a deputada estadual Elika Takimoto (PT-RJ) passavam pelo Centro durante a manifestação da categoria bancária e fizeram falas de apoio.

“Fizemos anteontem uma audiência pública na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e ficou lotado. Eram cerca de 400 funcionários da Caixa e mais de 300 esperando do lado de fora. Se a Caixa é patrimônio do povo brasileiro, os empregados da Caixa são patrimônio da Caixa. Nesse momento, a direção da Caixa está errada e o governo tem que se dobrar aos trabalhadores”, disse Reimont.

Uma nova reunião está marcada para esta quarta-feira (16). Acompanhe todas as atualizações no site do sindicato.